Educação Infantil

De jornalista a Educadora

Tudo começou com trabalhos que desenvolvi como jornalista, sobre a Primeira Infância, para a ANDI – Agência de Notícias dos Direitos da Infância, Unesco e Fundação Orsa, ocasião em que entrei em contato com muitos pesquisadores e organizações como o Instituto Avisa Lá e a Fundação Carlos Chagas. Depois me envolvi com o COPIPAZ – Comitê Primeira Infância na Cultura de Paz, formado pela Aliança pela Infância, Associação Monte Azul, Unesco, Unicef, Palas Athena e outros. A função deste comitê era disseminar informações sobre a cultura de paz aplicada a Educação Infantil, desde o parto humanizado.

Aí compreendi melhor a importância da qualidade dos cuidados, do vínculo afetivo e do desenvolvimento neuropsicomotor na primeira infância, para a formação de um adulto saudável, integro e seguro.

A partir de minhas experiência como professora de dança e com pintura de telas com tintas naturais, resolvi “costurar” um projeto de arte educação destinado a educadores de crianças pequenas. A ideia era integrar o trabalho corporal e as artes plásticas (com produção de materiais naturais), com outras artes como a música e a literatura. Para isso frequentei, por um ano, a formação de professores da Educação Infantil do Instituto Tomie Ohtake e depois um curso de multiplicadores da ONG Carmim, a partir do qual escrevi o Projeto Garatuja.

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Em seguida foi convidada a fazer uma oficina de produção de tintas em um curso de multiplicadores da Aliança pela Infância. Me encantei pela seriedade do trabalho liderado, na ocasião, por Ute Cramer (idealizadora da Associação Monte Azul) e Adriana Friedmann. Passei a fazer parte deste movimento internacional me engajando no Projeto Cores da Paz,  primeiramente como arte educadora e depois dividindo a Coordenação com Giovana Barbosa. O projeto foi aplicado de 2005 até 2010, na rede pública, para professores de crianças pequenas e em outros espaços e associações, em São Paulo e São Luis do Maranhão.

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Em parceria com a Associação Morungaba, em 2006 formatamos o Projeto Valorizando quem Educa e aplicamos em escolas de Educação Infantil da região do Ipiranga, SP. Este projeto partiu do Garatuja e foi acrescido com colaborações de Claudia Passos, Christina Ribeiro e Renata Macedo Soares. Em 2007 e 2008 conseguimos apoio do IMPAES, Instituo Minidi Pedroso de Arte e Educação Social para desenvolver  o Valorizando quem Educa em outras escolas, com coordenação técnica do CENPEC.

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Em 2011 me tornei especialista em Educação Infantil pelo Instituto Superior de Educação Vera Cruz. Depois disso passei a me dedicar mais às atividades do Ateliê Artes e Movimento Em 2012 e 20013 coordenei uma Formação Continuada de Educadores de 8 abrigos da cidade de São Paulo, com a chancela da Aliança pela Infância, juntamente com minha parceira Patrícia Gimael. O projeto “Arte, Educação e Cuidados com Crianças Abrigadas”, foi também patrocinado pelo IMPAES – Instituto Minidi Pedroso de Arte e Educação Social. Para realizar este projeto fizemos uma parceria com o Instituto Fazendo História, junto ao Projeto Palavra de Bebê. Trata-se de uma Formação Continuada de Educadores de 8 abrigos da cidade de São Paulo, com elementos da abordagem Pikler, da Antroposofia e arte-educação.

Também em 2013 passei a pertencer ao Conselho Consultivo da Aliança pela Infância, a coordenar a turma do Infantil I da Associação Educacional Arte de Ser e também a dar aulas de arte para bebês no Espaço Mamusca.

Durante o ano de 2014 realizei formação continuada de educadores  na Associação Arte de Ser.

Em 2014 desenvolvi, juntamente com Patricia Gimael o Projeto Educar com Segurança e Autonomia para diretoras, coordenadoras e educadoras de 17 Centros de Educação Infantil da Rede Bompar.

Em fevereiro deste mesmo ano eu e Patrícia Gimael criamos um grupo de trabalho com o objetivo de divulgar a Abordagem Pikler, estudar, traduzir e produzir materiais e promover palestras e cursos. Inicialmente fizeram parte do grupo: Lica Sisla, Vera Mellis, Ana Maria Bastos, Natália de Jesus, Malu Vianna, Carmen Orofino, Cris Vairo , Mariana Americano, Patrícia e eu. Atualmente saiu a Vera e entrou Tânia Fukelmann. Juntas organizamos, entre outras coisas, a edição brasileira do livro: Abordagem Pikler, educação infantil, com artigos de Judit Falk e Anna Tardos.

Em 2015 e 16 tenho me dedicado à formação de educadores, realizando grupos de estudos, cursos e oficinas com bebês acompanhados de adultos responsáveis. Muitas delas acontecem no ateliê Arte, Educação e Movimento, mas também em outros espaços.

Formação em Educação e Arte

Tive formação em dança, com Halina Biernacka, Ruth Rachou, Ismael Guiser, Maria Duchenes, Klaus Vianna e Rainer Vianna. Dei aulas desta linguagem por cerca de 15 anos.

Participei de cursos de capacitação de professores no Instituto Tomie Otake e do curso Arte e Conhecimento na Escola, com o Prof. Dr. Lino de Macedo e Profa. Monique Deheinzelin, no Centro Universitário Maria Antonia.

Me formei em Eutonia.

Fiz a capacitação “Infância Vivenciada”, baseada em princípios da Pedagogia Waldorf.

Participei da Formação “A importância dos Cuidados na Primeira Infância”, sobre a abordagem de Emmi Pikler, com as especialistas Myrtha Hebe Chokler e Sylvia Baldino Nabinger (julho 2010).

Cursei a Pós Graduação: Especialização em Educação Infantil, no Instituto Superior de Educação – ISE (Julho 2011).

Grupo de estudos sobre  a abordagem de Pikler, junto à equipe do Projeto Fazendo História (2012 e 2013).

Em junho de 2013  fui para Budapeste conhecer a Associação Emmi Pikler, onde participei do curso “Difficult for the child, difficult for the adult”, com Anna Tardos e sua equipe. Participei de Seminários de Aprofundamento em Buenos Aires (2014) e Florianópolis (2015). Ainda em 2015 fiz uma Formação de Aprofundamento com Isabelle Deligne e Bernard Golse, da Associação Pikler-Lóczy da França, no Rio de Janeiro.

Em 2013, 2014 e 2015 ministrei um curso de extensão universitária no Instituto Vera Cruz, utilizando abordagem Emmi Pikler e a linguagem da Eutonia.